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O Marginal Revolution propõe a seguinte questão (emprestada de um post de um tal Ben Casnocha, que não conhecia):
"Você confiaria menos em seu sócio se descobrisse que ele trai a esposa constantemente?"
Sem teoria, de bate-pronto, diria que não, não confiaria menos num sócio que trai a esposa. Não acho que o sujeito nasça com inclinação a trair qualquer um, em qualquer ocasião, bastando que haja benefício na mesa. Conheço gente da pá virada que é exemplar no trabalho, assim como gente que mete a faca em colega mas parece viver muito bem em família. As duas coisas não parecem ter relação.
Seria diferente, óbvio, se a pergunta fosse algo do tipo: "o cara que traiu suas últimas três mulheres tem mais propensão a trair a quarta do que o marido que nunca traiu ninguém teria de trair sua esposa?". Lógico que tem. A mesma coisa eu diria de um sujeito que ferrou seus últimos três sócios: é quase certo que ferrará o quarto também.
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