1. Alex Ross, crítico musical da New Yorker, chama atenção para um fato interessante: em 2006, a taxa de crescimento das vendas de álbuns de música clássica (22%) superou de longe a de todos os outros gêneros musicais (a única exceção se deve ao sucesso da série “The High School Musical”, que fez com que as vendas do gênero “Trilha Sonora” crescessem 19%). Chris Anderson, autor do celebrado “The Long Tail“, analisa as estatísticas de venda de álbuns fora de catálogo em seu blog, aproveitando para defender com dados as teses que compõem o argumento central de seu livro.
2. Esta versão de “Hey-Ya”, do Outkast, é bem legal. Peguei no blog “A Vida de Tiago“. Segundo ele, o gordinho do vídeo se chama Mat Weddle, é do Arizona, faz parte da banda “Obadiah Parker”, e já fez até cover de “Mama Africa”, do Chico César (!).
3. Michael Porter, professor de Harvard e autor do clássico “Estratégica Competitiva” (lido por 10 entre 10 estudantes de Administração ou Engenharia de Produção), quem diria, aderiu às idéias de sustentabilidade empresarial e responsabilidade social corporativa. Mas aderiu de viés – seu último artigo, “Strategy and Society: The Link Between Competitive Advantage and Corporate Social Responsibility“, publicado na Harvard Business Review de dezembro de 2006, tenta integrar o assunto às técnicas clássicas de planejamento estratégico, fugindo da abordagem “filantropista” e, ao mesmo tempo, mostrando que há espaço para aumentos de lucratividade em iniciativas do gênero. Talvez nem Milton Friedman discordasse – afinal, se aumentar a lucratividade das empresas – e, conseqüentemente, a remuneração dos acionistas – passa, agora, pela implementação de iniciativas de “sustentabilidade” – por que não?
4. A senadora Hillary Clinton declarou ontem, em seu website, que disputará a inidicação do Partido Democrata à candidatura na eleição presidencial de 2008. O timing do anúncio, ao que parece, foi motivado por dois eventos: a entrada oficial do senador Barack Obama na disputa pela nomeação, com a formação de um exploratory committee, e a proximidade do “State of The Union” deste ano, marcado para a próxima quarta-feira. Ou seja: de uma só tacada, Hillary pretende amortecer o entusiasmo de seu Partido com Obama e ascender ao posto de principal contraponto democrata ao Governo Bush. Se vai dar certo, só o tempo dirá. Diante do escapismo populista representado por John Edwards, do carisma cintilante de Obama, da imagem de integridade de John McCain, e do heroísmo midiático de Giuliani, Clinton parece pequena, burocrática – sem verniz. Mas não se deve menosprezar um (ou uma, acostumemo-nos) Clinton. Um excelente e detalhado perfil da senadora, publicado em novembro passado pela revista The Atlantic Monthly, ajuda a entender o porquê.
5. Stephen Colbert no “O’Reilly Factor“, e Bill O’Reilly no “Colbert Report“. Brought to you by Cisco. Impagável.
6. Artigo interessante da “Chronicle of Higher Education” a respeito do crescimento patológico do anti-americanismo na Europa.
7. Aqui, o volume completo do “Index of Economic Freedom”, elaborado anualmente pela Heritage Foundation / Wall Street Journal. O Índice de Liberdade Econômica brasileiro (60,9%) ficou levemente acima da média mundial (60,6%), colocando o Brasil no 70o. lugar da lista, atrás de países como Albânia, Guatemala e Nicarágua. Na comparação com nossos vizinhos do continente americano, ficamos com o 17o. lugar (de um total de 29 países). O parâmetro em que nos saímos melhor foi o de “Freedom from Government” (88,8% de liberdade), que mede o grau de intervenção fiscal do governo com base nas estatísticas de gastos públicos. O que nos penalizou com maior intensidade foi o de “Freedom from Corruption”, em que obtivemos 37% de liberdade. Overall, um resultado ruim. Mas nada além – ou aquém – do que seria de se esperar nestes anos de governo companheiro.