Arquivo

Arquivo da Categoria ‘Economia’

Job Voyager

20, setembro, 2009 marcioguilherme Sem comentários

Descobri um negócio legal no blog do Matthew Yglesias - o “Job Voyager“, uma ferramenta que te permite observar a da proporção da força de trabalho americana que vem exercendo uma determinada profissão ao longo do tempo (no caso, de 1850 a 2000).

A proporção de “secretárias”, por exemplo, talvez em razão da “automatização” recente de um monte de tarefas de escritório (eg, envio e recebimento de correspondências, pagamentos, agendamento de compromissos etc), vem caindo bastante:

secretaries_v2.png

A de “Engenheiros” subiu estupidamente ao longo do século passado:

engineers_v2.png

A de “Administradores” (gestores e proprietários de negócios em geral) dobrou nos últimos 30 anos, e já corresponde a 10% da PEA dos EUA (alas!, Critopher Lasch, orai por nós) -

managers_v3.png

Digitei “business consultant” e não veio nada. humpf!

Categories: Economia Tags:

O Raghu avisou

Não conhecia a história desse Raghuran Rajan, gloriöso gajo. Em 2005, num evento em homenagem ao Alan Greenspan – à época, quase o Messias; nowadays, a encarnação do Anticristo -, Raghu desceu a lenha na invencionice financeira que, segundo ele, poderia vir a provocar uma crise econômica sem precedentes. Depois de ouvir o argumento, a tchurma presente ao evento (Lawrence Summers entre eles) baixou o porrete em Raghu pela dupla blasfêmia: apontar, mesmo que indiretamente, falhas na gestão do “Ungido”, e sugerir, de forma não muito sutil, que os mercados financeiros precisariam futuramente de uma mão bem visível do Banco Central para não descambar no caos. As it turns out, Rajan tava certo, a audiência errada, e eu, que em 2005 estava no bem-bom viajando por aí, agora tenho que ficar até de madrugada lendo sobre essa maldita crise que ninguém entende. Cisne negro nos olhos dos outros é refresco.

Categories: Economia Tags:

Açougue

11, março, 2008 marcioguilherme 5 comentários

Este post do Tiago é cheesy (eu não sei nada), mas me fez pensar numa frase de um livro antigo do Peter Drucker, “Managing for Results” (tô com o livro na mão):

(…) a product does not exist, economically speaking, except within a market, bought by a customer for an end-use, and brought to him through a distribution channel. Markets as well as distributive channels do exist, however, independently of any one product. They are primary; the product is secondary.

Se o saber é como o amor, como disse o professor do Tiago, “valendo a pena apenas quando saboreado até a exaustão”, o trabalho hoje em dia é justamente o oposto. Mais ou menos como disse o Drucker: a realidade econômica “primária”, fundamental, é o mercado, que, no fim das contas, representa apenas a consolidação caótica, e sempre mutável, das preferências individuais dos consumidores. Não há tempo para saborear o que se produz – é preciso ajustar, corrigir, inovar, acompanhar as oscilações nos desejos de quem compra, de quem mantém a empresa de pé.

É por isso que esse tempo da “permanência”, da “duração”, da busca pela verdade das coisas, tem parecido cada vez mais distante. A instabilidade do mercado destrói qualquer certeza. Dá até pra brincar de conservadorismo quando se observa o açougue de fora. De dentro, no entanto, é ceticismo na veia. Não tem jeito.

Categories: Economia Tags:

Melhor post que li hoje

Post extraído do blog “A View from the Radical Middle“, de um ex-diretor do Banco Mundial cujo nome eu não sei qual é (Perkurowski?) e tive preguiça de procurar:

“I am a citizen from a country that I consider corrupt and that needs to change a lot before any new debt could do it any good.

In this respect I urge you not to give debt relief to corrupt governments as that will only allow those addicted to debt to be able to hit the bars again, in the same shameful ways as before.

If the concept of odious debt is applicable in the sense that some debts should not have to be repaid if contracted in an illegitimate way, castigating the creditor, then the same concept should clearly also apply to the granting of any debt relief, punishing the debtor.”

Categories: Economia Tags:

Ainda dá

Na falta de idéia prum post, fica a sugestão deste excelente catálogo de blogs de economia.

Categories: Economia Tags:

Feliz / eu vivo no morro / morando / em meu barracão

26, setembro, 2007 marcioguilherme Sem comentários

Saiu o Doing Business Report de 2008. Dos 178 países incluídos no ranking de “Ease of Doing Business“, o Brasil ficou na 122a. posição (duas atrás do resultado do ano passado). Bombou nas categorias “Starting a Business” (122a. posição), “Closing a Business” (131a. posição!, viver é foda, morrer é difícil) e “Paying Taxes” (137a. posição). Foi melhor nas categorias “Protecting Investors” (64a. posição) e “Getting Credit” (84a. posição).

Categories: Economia Tags:

Post implicante

A última revista Exame fala do lançamento, no Brasil, do livro “The Undercover Economist” (“O Economista Clandestino“, em português), de Tim Harford, que, segundo a revista, é economista e colunista do Financial Times. Sem querer ser implicante, mas já sendo: como puderam deixar passar que ele também é um dos donos do principal blog de economia que existe, o “Marginal Revolution“? Esse pessoal da mídia velha é fogo.

Categories: Economia Tags:

Desenvolvimentistas do Último Dia

A dark ideological specter is haunting the world. It is almost as deadly as the tired ideologies of the last century — communism, fascism, and socialism — that failed so miserably. It feeds some of the most dangerous trends of our time, including religious fundamentalism. It is the half-century-old ideology of Developmentalism. And it is thriving.

Like all ideologies, Development promises a comprehensive final answer to all of society’s problems, from poverty and illiteracy to violence and despotic rulers. It shares the common ideological characteristic of suggesting there is only one correct answer, and it tolerates little dissent. It deduces this unique answer for everyone from a general theory that purports to apply to everyone, everywhere. There’s no need to involve local actors who reap its costs and benefits. Development even has its own intelligentsia, made up of experts at the International Monetary Fund (IMF), World Bank, and United Nations.

The power of Developmentalism is disheartening, because the failure of all the previous ideologies might have laid the groundwork for the opposite of ideology—the freedom of individuals and societies to choose their destinies. Yet, since the fall of communism, the West has managed to snatch defeat from the jaws of victory, and with disastrous results. Development ideology is sparking a dangerous counterreaction. The “one correct answer” came to mean “free markets,” and, for the poor world, it was defined as doing whatever the IMF and the World Bank tell you to do. But the reaction in Africa, Central Asia, Latin America, the Middle East, and Russia has been to fight against free markets. So, one of the best economic ideas of our time, the genius of free markets, was presented in one of the worst possible ways, with unelected outsiders imposing rigid doctrines on the xenophobic unwilling.

William Easterly, levemente exaltado (mas right to the point, a meu ver), em artigo na Foreign Policy. Voltarei a falar disso adiante.

Categories: Economia Tags:

Hipótese

Por que o departamento de Recursos Humanos das empresas costuma ser tão ruim? Sendo mais direto: por que as pessoas que trabalham com RH são, em geral, tão incompetentes?

Minha ex-namorada utilizava uma hipótese mais ou menos “arquetípica” para explicar a universalidade do fenômeno. It goes as follows: o primeiro gerente de RH da história teria sido um completo retardado. Tomando a si como parâmetro de excelência (afinal, àquela época, era o único gerente de RH do universo), buscou contratar, antes de se aposentar por velhice, pessoas mais ou menos parecidas consigo (i.e., retardadas) para substituí-lo no posto. Ao fim de suas carreiras, essas pessoas também cuidaram de procurar substitutos que correspondessem ao perfil de retardamento da categoria, reforçando a tradição recém-constituída. O processo tornou-se hábito, e o mundo passou a aceitar, sem entender muito bem o porquê, que babar na gravata (ou na saia, no caso) e trabalhar em RH são quase-sinônimos.

Se a hipótese vale, não sei. Eu, por mim, não sei explicar o negócio.

Categories: Economia Tags:

Blogs de negócios

13, junho, 2007 marcioguilherme 1 comentário

Na página do New York Times de hoje, uma lista com os principais blogs de negócios da praça. Vale a olhada.

Categories: Economia Tags: