Opa! Post de MG! Pelo menos pra uma coisa my cheesy post serviu.
Uma coisa que me pareceu curiosa, MG: não consegui remeter a parte do post que começa em "Não há tempo para saborear o que se produz" ao trecho citado. Se não estou lendo errado, Drucker, nesse trechinho que você citou, só tá dizendo que o mercado tem uma existência que independe da do produto e que a recíproca não é verdadeira. Ou eu tou errado?
Abração, MG. Poste mais aê, pô.
Posted by: tiago a. at março 11, 2008 06:32 AM
1) Vcs concordam com a idéia de que devemos investir com mais ênfase no que já somos bons?
2) A descrição que você fez, Márcio, não cabe só para o trabalho. Tem um monte de relacionamentos hoje em dia que se encaixam perfeitamente na frase "não há tempo para saborear o que se produz - é preciso ajustar, corrigir, inovar, acompanhar as oscilações nos desejos de quem compra, de quem mantém a empresa de pé."
3) Uma delícia seu post lá na Vida, Tiago.
Posted by: Jana at março 11, 2008 11:47 AM
Oi, Tiago;
Cê tá certo, sim. Mas é justamente por existirem em função do mercado que produtos e serviços não podem ser "saboreados": devem ser ajustados, tranformados - permanecessem o que foram ao serem criados, perderiam mercado. É como tentar
"saborear" uma lasanha que vira nhoque na primeira garfada, quiabo na segunda, e sorvete de chocolate na terceira - a gente até come, mas não dá pra sentir muito o gosto.
Jana,
Pois é. Acho que foi o Gustavo Corção quem descreveu o encontro entre dois namorados como uma "pausa de amor na fuga das coisas". Ortega y Gasset dizia que "a velocidade do mundo de hoje é vertiginosa como a velocidade de uma queda". Eu, por mim, digo que adorei a visita. Volte mais vezes.
Abraços,
Márcio Guilherme.
Posted by: Márcio Guilherme at março 11, 2008 08:11 PM
Ah, MG,
então eu acho que fomos meio injustos com meu professor ao tirar suas sábias e cheesy palavras de seu contexto (eu) e pô-las num outro, bem diferente (você). É claro que o que ele falou não tem aplicação universal; e, nesse sentido, meu post era só tipo um post-it pra mim mesmo. Calmon (o nome do professor é Calmon) é tipo assim um jusfilósofo, e eu realmente acho que não tem como pensar as coisas que ele pensa com pressa, por causa do mercado. (Aliás, quase nem há um mercado para os produtos dele, exceto o editorial). Quando isso eventualmente acontece, o resultado quase sempre é apressado, raso e desastrado.
Janaína,
1) E enquanto não somos bons em porra nenhuma, investimos em quê?
2) É isso aí.
3) Brigadão. Já que o Arrastão não tem caixa de comentários, também vou aproveitar a de MG pra dizer que não o conhecia, mas agora sou assíduo.
Abs,
T.
Posted by: tiago a. at março 12, 2008 07:09 AM
Oi, Tiago;
Tá tudo certo. Os contextos são diferentes, mesmo - na universidade, faz todo o sentido saborear o que se aprende. Tenho muitas saudades dessa época, amigo - meu post era só saudosismo (quase recalque). Saiu meio torto, confesso. Concordo com seu professor em tudo, e me sinto velho, aleijado, por não poder mais pensar nas coisas "saboreando-as à exaustão", pois o objeto de minha atenção diária (i.e., produtos, serviços, estratégias de mercado, fusões e aquisições, etc.) é fluido demais, avesso ao apego, à paixão intelectual. Quando vivia fora do "açougue", vivia melhor da cabeça. Mas fiquei velho, bárbaro ("homem feito de pressa", como diz o Ortega). e acabei desistindo de cuidar da cabeça para resolver o problema do bolso.
Faz sentido?
Abração,
Márcio Guilherme.
Posted by: Márcio Guilherme at março 12, 2008 11:41 AM
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