Márcio Guilherme
If all values are relative, then cannibalism is a matter of taste. (Leo Strauss)

abril 2008
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb
    1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30      

ÚLTIMOS POSTS

Definições
Açougue
Super Tuesday II, uma frase
Conhece aquela do judeu?
30th Countdown Watch (1) - Barbeiro
Melhor frase que li hoje
Ôra!, meu... saco (desabafo).
Melhor post que li hoje
Ainda dá
O assassino se justifica

APOSTOS

Alto Volta
A Torre de Marfim
Chá das Cinco
Diacrônico
Farsante
Los Olvidados
Naïf Gendarme
Nariz Gelado
Passa o Sal
puragoiaba
Porco Capitalista
Rinoceronte
Outros A Postos
Todos A Postos

REFERÊNCIAS

Alex Ross
Andrew Sullivan
Anti-War
Arts and Letters Daily
Brad DeLong
Commentary
Counterpunch
Cristopher Hitchens
Europundits
Foreign Affairs
Foreign Policy
Global Security
Gregory Mankiw
Instituto Millenium
Jornal de Poesia
Josias de Souza
Liberty Fund
London Review of Books
Marginal Revolution
Mark Steyn
Mises Institute
New Economist
New Left Review
New York Review of Books
No Mínimo
Open Democracy
PSD Blog
Political Theory Daily Review
Real Clear Politics
Reinaldo Azevedo
Right Reason
Roger Scruton
Terry Teachout
The American Conservative
The Atlantic Monthly
The Becker-Posner Blog
The Brussels Journal
The Economist
The Federalist Papers
The Washington Quarterly

AFINIDADES SELETIVAS

Adam Smith Institute Weblog
Adam Smith Lives!
Alexandre Soares Silva
Alex Cruz
Ao Mirante, Nelson
Arma Virumque
Bombordo
Crooked Timber
Daniel Drezner
Daniel Pipes
De Gustibus Non Est Disputandum
Dies Iræ
Dilbert Blog
EconLog
Fazeer Rahim
Filisteu
Foreign Policy Blog
Freakonomics
FYI Blog
Gabriel Filártiga
Garganta de Fogo
Janer Cristaldo
Kevin Drum
LewRockwell Blog
Little Green Footballs
Mises Blog
O Artilheiro
O Indivíduo
Paulo Markun
Pedro Dória
Plural
Polzonoff
Power Blog (Acton Institute)
Power Line
PrestoPundit
Pró Tensão
Rafael Galvão
Rancho Carne
Ricardo Noblat
Roger Simon
Rua da Judiaria
Smart Shade of Blue
Taking Hayek Seriously
Talking Points Memo
War and Piece
2Blowhards

CATEGORIAS

Apostas
Arte
Cinema
Cultura
Economia
Filosofia
Gaveta
Imprensa
Links
Literatura
Música
Pilha
Pior dos Anos 90
Política
Religião
Trechos


ARQUIVOS

abril 2008
março 2008
janeiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
setembro 2007
julho 2007
junho 2007
maio 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
outubro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005


BUSCA



CRÉDITOS





eXTReMe Tracker

Tá ligado?

Syndicate this site (XML)

Powered by
Movable Type 3.2
Feira Livre Design


« Nelly Furtado | Main | Um post novo por dia (útil) »
  Bobbio julho 24, 2007  

É lendo coisas assim que me irrito:

"A definição recorrente de Estado é aquela segundo a qual o Estado é o detentor do monopólio da força legítima, força necessária porque a maior parte dos cidadãos não é virtuosa, mas viciosa. Eis porque o Estado precisa da força; esta é a minha concepção da política. É uma categoria de política distinta daquela que considera ser possível referir-se a Estados fundados sobre a virtude dos cidadãos. Como eu já lhe disse, a virtude era o ideal jacobino. A razão pela qual há Estados, repúblicas incluídas, é refrear os cidadãos viciosos, que são a maioria."

Isso é do Norberto Bobbio, respondendo pergunta de Maurizio Viroli, em diálogo publicado no livrinho "Direitos e Deveres na República" (Ed. Campus). Vejam bem: não discordo da necessidade da existência do Estado, assim como não consigo escapar à conclusão de que as repúblicas sejam compostas, em sua maioria, por "cidadãos viciosos". O que me espanta, o que não consigo entender, é a cisma de certos autores em separar o cidadão vicioso, o cidadão que precisa ser refreado em nome da sobrevivência da república, do cidadão que exerce funções no Estado. O Estado é o Lula, o Severino, o Sarney, o Bush. O Estado é composto pelos mesmos "cidadãos viciosos" que incomodam o Bobbio. Não é uma entidade abstrata, pura, virtuosa - é parte do jogo vicioso aqui debaixo. Mas voltarei a falar disso adiante.



Postado por marcioguilherme - a postos! às julho 24, 2007 09:45 PM


Comentários

Marcio,
excelente post! E vem a pergunta já meio passada " quis custodiet ipsos custodes

Posted by: Quintino at julho 25, 2007 07:00 PM



Peraê, Márcio: pelo que eu conheço do Bobbio, ele seria o última pessoa a confiar na virtude dos que exercem funções de Estado.

Ora, ele foi senador italiano, viu de perto as relações promíscuas entre políticos e mafiosos da Itália através das décadas. Quem passou por isso nunca seria tão ingênuo.

Tanto que, num artigo clássico de "O Futuro da Democracia" ele diz claramente que põe bem mais fé no governo das leis do que no governo dos homens.

Da minha humilde posição de leitor de 3 ou 4 livros do sujeito, arrisco que o Bobbio daria a seguinte resposta pra vc: não vai ser pela virtude dos Renans e Sarneys que a força do Estado vai ter a legitimidade que deve ter, mas sim pelos checks and balances, pela administração democrática de consensos e dissensos, pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos. Aliás, a necessidade de checks and balances já parte do pressuposto que os políticos são parte do jogo vicioso aqui de baixo, não é?

Posted by: Edson Alves Jr. at julho 26, 2007 02:12 PM



Peraê, Márcio: pelo que eu conheço do Bobbio, ele seria o última pessoa a confiar na virtude dos que exercem funções de Estado.

Ora, ele foi senador italiano, viu de perto as relações promíscuas entre políticos e mafiosos da Itália através das décadas. Quem passou por isso nunca seria tão ingênuo.

Tanto que, num artigo clássico de "O Futuro da Democracia" ele diz claramente que põe bem mais fé no governo das leis do que no governo dos homens.

Da minha humilde posição de leitor de 3 ou 4 livros do sujeito, arrisco que o Bobbio daria a seguinte resposta pra vc: não vai ser pela virtude dos Renans e Sarneys que a força do Estado vai ter a legitimidade que deve ter, mas sim pelos checks and balances, pela administração democrática de consensos e dissensos, pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos. Aliás, a necessidade de checks and balances já parte do pressuposto que os políticos são parte do jogo vicioso aqui de baixo, não ?

Posted by: Edson Alves Jr. at julho 26, 2007 02:16 PM



Mas os randianos não dizem algo mais ou menos assim? Se bem que como anarquista isso me dá mais dor de barriga ainda.

Posted by: André Kenji at julho 26, 2007 11:10 PM






Lembrar seus dados?

(you may use HTML tags for style)