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Amanhã morreremos
Cambalacho, no Aurélio, é "transação ardilosa com intenção de dolo". No Brasil, é caráter nacional - a tradução mais adequada do nosso jeitinho. Que fique claro, portanto, o resultado da "cordialidade" dos livros de sociologia, sempre tão mal compreendida. No fundo, e isto está em Sérgio Buarque, também, o elogio da cordialidade brasileira, ao contrário do que se pensa, é o elogio do individualismo. Nela não há nada da pretensa solidariedade comunitária servindo de contraponto à sisudez mais fria do Norte. Há irracionalismo, pura e simplesmente. E onde há irracionalismo, há fechamento, que provoca desagregação e decadência. E onde há decadência - waaaal, comamos e sambemos, pois amanhã morreremos !
Obs.: Este post faz parte da Aposta #10, cujo tema é "Cambalacho". E, para quem ainda não viu, estamos de página inicial nova. Vistem, visitem. Ainda está em fase de ajustes, mas é limpinha.
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