a biblia dizer essas coisas ainda vai. nao entendo eh vc achar bom nao valer nada. eh muita auto-comiseracao.
Posted by: alex castro at novembro 3, 2005 11:32 PM
Na verdade não acho, Alexandre. Estou contigo.
Mas esse, pra mim, é o problema.
Um abraço;
Márcio Guilherme.
Posted by: Márcio Guilherme at novembro 3, 2005 11:42 PM
esse o que eh o problema?
Posted by: alex castro at novembro 4, 2005 02:24 AM
Eu também não acho bom não valer nada; o que eu acho bom é ser amado por Deus apesar de não valer nada.
Graças a isso, inclusive, eu passo a valer algo.
Posted by: Fileleno at novembro 4, 2005 09:45 AM
"Os nossos japoneses são melhores que os dos outros"
(William Butter Yeast)
Posted by: Igor at novembro 4, 2005 11:43 AM
É um tique ou vício (uma miopia?!) que se apossa das almas "científicas". Começam confundindo homem com macaco e daí é um passo para confundir humildade perante Deus com autocomiseração. Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que vêem... Com Nietzche, por exemplo, foi se acumulando esse tipo de confusão e confundindo, confundindo, confundindo... Acabou no hospício, pois a balança de su'alma pendeu totalmente para um lado, não percebeu, o pobre homem, que a sanidade é justamente o equilíbrio entre o espírito e a lógica. Eu disse aqui uma vez que o universo do incrédulo é pobre, nele só há certeza. Pois bem, os incrédulos nos acusam justamente de que temos certezas. Nada mais falso. Duvidamos muito, porém essa dúvida se sublima, por exemplo, com uma vida de acordo com a fé confessada. Não temos muita certeza, talvez tenhamos só uma: a nossa pequenez e achar que isto é autocomiseração não é muito diferente de achar que somos um fruto da natureza, que viemos do macaco. Isto é, se trata de uma linha de pensamento até coerente. É a coerência a serviço da insensatez.
Posted by: César Miranda at novembro 5, 2005 08:15 AM
Alex, o problema a que me referia é pensar como você. Pois veja: por mais que escreva e tente dizer o contrário, não consigo me convencer facilmente de que todos os meus atos são, e sempre serão, "trapos da imundícia". É claro que sinto a cosquinha dos meus "elevados propósitos", e sempre que posso acabo arranjando um jeito de me gabar deles.
O que ocorre é que a mensagem cristã "sank beneath my wisdom like a stone", por mecanismos que não saberia nem explicar. Paulo diria ser obra do amor de Cristo, que, através do Espírito Santo, acaba sempre - isto é, se dermos abertura - por nos "constranger" à fé. Imagino que você, ao contrário, prefira enxergar nisso uma "prisão" psicológica, uma demonstração de "auto-comiseração", ou sei lá o quê. Não importa. O que importa é que por meio disso que chamo de "fé", acabo só enxergando méritos nos atos de Cristo. E por meio dessa mesma "fé", vejo nos meus atos apenas a "imundícia" das palavras do profeta - ou a depravação de um Marmiéladov, como disse no post. Se houver valor em alguma obra minha, serei sempre compelido pela "fé" (muitíssimo a contragosto, devo confessar - "vaidade das vaidades" etc.) a creditar seus méritos a Cristo, que teria agido em mim por por intermédio do Espírito Santo.
Um pouco confuso, mas é mais ou menos por aí.
Fileleno e Cesar, não teria como discordar; Igor, imagino que surely some revelation is at hand, pois Butter "Yeast"? Mas que raios? E éca!, diga-se de passagem.
Obrigado pela visita, voltem sempre.
Um abraço a todos do
Márcio Guilherme.
Posted by: Márcio Guilherme at novembro 8, 2005 03:16 AM
Márcio,
William Butter Yeast é o poeta dos cafés da manhã. Quem não gosta de yeast bom irlandês não é.
Mas,
How can I, that girl standing there,
My attention fix
On Roman or on Russian
Or on Spanish marmites?
Posted by: Igor at novembro 11, 2005 08:16 AM
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